Cristina Barros

Thursday, April 26, 2007

Socorro! As carretas estão nos imprensando

Está cada dia mais complicado para quem é obrigado a trafegar na av. Jorge Teixeira nos horários do rush, conduzir veículos das 7h às 8h30, das 12h às 14h e das 18h às 19h. Lembrem-se que a avenida, “graças” a uma solicitação do prefeito Roberto Sobrinho junto ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), passou para a esfera federal.

Sábia a atitude do prefeito que tirou da prefeitura a responsabilidade de manutenção total da via. Segundo notas da época, a prefeitura faria a manutenção “mais simples” através de parcerias com o Dnit. A prefeitura comprometeu-se ainda a estudar, junto com o órgão federal, projetos para melhorias mais profundas, com um redesenho e ampliação da via por onde trafegam diariamente carretas pesadas.

A federalização foi confirmada no início do mês de fevereiro do ano passado. Até hoje, nada foi feito, ou nenhum estudo foi divulgado para melhoria da situação da rodovia.

O problema da prefeitura foi resolvido (economia aos cofres municipais), porém agora cabe aos munícipes terem que reclamar na esfera federal questões que os incomodam todos os dias, exatamente na hora em que vão para o seu trabalho ou retornam para suas casas.

Nos dois lugares, acabam chegando estressados! Pois dividir o espaço da rodovia com centenas de carretas que passam por esta ela diariamente não é nada fácil. Devo ressaltar que muitos enfrentam essa situação até quatro vezes por dia.

Elas (as carretas), imprensam os veículos pequenos com aquela “imensidão” e suas mais de 40t, e dizem, através de suas ações: “chega pra lá que to passando!; sai da frente que eu vou passar por cima!; fica parado que eu vou passar no sinal vermelho!

Além do tempo exíguo que a maioria das pessoas tem para chegar ao seu destino (seja casa, trabalho, escola dos filhos, faculdade, etc), são obrigadas a permitir que aqueles “monstros” usem seu precioso tempo, ultrapassem e passem, tranqüilamente, embaixo do sinal vermelho.

Creio que já era tempo de a sociedade de forma organizada, porém insistente, pedir por uma ação imediata dos poderes em procurar amenizar a situação para os condutores, tanto dos veículos leves, como dos pesados, na avenida Jorge Teixeira.

Uma boa sugestão seria montar calendário de horário para que as carretas possam trafegar na via, evitando os horários de pico.

Enquanto o famoso “anel viário” não sai é preciso fazer uma “Operação Horário de Pico na avenida Jorge Teixeira”. Que tal embarcar nessa idéia senhores deputados, vereadores, prefeito, governador e superintendente do Dnit?

Monday, April 16, 2007


Um ano sem você, meu velho "João Puruca”


Parece que foi ontem... eu ainda menina andava pela rua Duque de Caxias, bem ali no cruzamento onde está a caixa d’água e o prédio da Caerd. Ele trabalhava bem em frente à Companhia de Águas, na Etesco. Era conhecido por muitos naquela época como o homem do chapéu branco (alusão ao capacete que usava na cabeça de cor branca), ou mesmo por “João Pururuca”.

Toda vez que nos via (eu as minhas duas irmãs, Eliana e Ana Cláudia), fazia questão de comprar na mercearia da esquina um “chicolate prá nós” (traduzindo: chocolate).

Eu nem gosto dessa iguaria nos dias de hoje, mas a cena que se tornou para nós (em nossa infância), tão comum, era o símbolo que selou o início de nossa amizade, companheirismo, respeito e amor!

Nem poderia imaginar naquela época que ele se tornaria companheiro de minha mãe e meu Pai!

Isso mesmo: Pai. Jamais ousaria dizer meu padrasto!

Foram mais de 20 anos juntos. Um relacionamento de pai e filha cheio de compreensão, carinho e dedicação.

Ah pai! Foram tantas as sábias palavras que você me disse e que servem para mim até hoje. Sempre me ensinou a respeitar as pessoas, a ouvir mais que falar, a primar por bons relacionamentos, a ser fiel às amizades, me cercar de pessoas boas, valorizar o trabalho, a educação, a paz e a harmonia.

Você foi meu guia. Sempre me confortou nos momentos de tristeza, tensão. Tinha a palavra certa na hora da dúvida. Me defendia, brigava pela minha liberdade e confiava em mim!

Mesmo depois que sai de casa, nossa amizade não morreu. Almoçávamos, jantávamos juntos. Sempre fizemos por onde passar os natais juntos. Você valorizava demais essas datas.

Hoje faz um ano que você se foi.

Lutou por cinco meses na cama em uma UTI, após um derrame. Eu não pude te ver, mas minha mãe e minhas irmãs, que te visitavam, diziam da sua felicidade ao ver alguém da família. Você mostrava que iria retornar para nós. Seus olhos brilhavam você gesticulava e nos passava força.

Porém chegou uma hora que você não agüentou mais lutar. Essa vida que você tanto amava tinha que ficar para trás e dar lugar a outra. Em outro lugar.

Foi num domingo de páscoa. Essa palavra que na sua origem, em hebraico, significa “passagem”. Você passou papai! Lutou o quanto pode, mas no dia da “passagem”, se deixou levar.

Seu nome e suas atividades ficaram registradas na memória daqueles que o conheceram. Um engenheiro civil, uma vez me falou que o velho “João Pururuca” era a biblioteca viva da cidade, pois trazia em sua mente toda a rede hidráulica de Porto Velho e ainda de muitos distritos e municípios do Estado. “Ele sabe tudo, onde quebrar, de onde vem, para onde vai, quantidade de rede hidráulica, é incrível”.

Os últimos 19 anos de sua vida dedicou à companhia de água de Rondônia. Tinha um verdadeiro amor pelo seu trabalho. Realizava com afinco e dedicação as atividades que a ela eram designadas.

No dia do seu enterro, os colegas fizeram questão que ele passasse naquele cruzamento, na Duque de Caxias com a João Goulart. Lá onde ainda está a velha caixa d’água. Aquele mesmo local onde nos conhecemos e que também foi palco para que ele solidificasse suas maiores amizades.

Muitos o esperavam passar, alguns abriram as janelas das salas, muitos bateram palmas. Um exemplo de homem digno. Que fez sua parte enquanto vivo.

Trabalhou, educou, amou e deixou sementes.

Sua vida, sua história é exemplo para todos nós. Viveu bem, intensamente e nunca deixou de fazer as coisas que gostava. Parabéns papai!

Eu, minha mãe, irmãs, amigos e demais parentes, todos nós lamentamos sua ida, mas continuamos sentindo sua presença ao nosso lado, nos protegendo e nos orientando, pois suas palavras ficaram vivas!



João da Silva Lopes
Nasceu em: 11/10/1938
Faleceu em: 16/04/2006

Thursday, April 05, 2007

Ovo de Páscoa - Um rito cristão que teve origem nas celebrações pagãs

Considerando essa época tão esperada pelos cristãos achei interessante a pesquisa que fiz com relação à páscoa e ao ovo de páscoa. Na comunidade católica a páscoa representa a ressureição de Cristo, já que o termo “Páscoa” (do hebraico) significa passagem e também porque a “última ceia” de Jesus Cristo, segundo os evangelhos, foi na passagem da páscoa judaíca.

A Páscoa teve origem na libertação do povo de Israel, quando estes eram escravos no Egito. No calendário judaíco essa data ficou conhecida como o Pessach (passagem).

No ano de 325, o Concílio de Nicéia estabeleceu a imagem do ovo para festejar a Páscoa. Porém esse ovo, em muitos povos era o símbolo das celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e que persistiu na idade média entre povos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Bom, o interessante é que antes o ovo de páscoa era de galinha mesmo. Após a adoção pela igreja católica do ovo como símbolo da páscoa, as pessoas costumavam enfeitar os ovos com imagens cristãs.

Graças a descoberta do chocolate que vinha das américas, no século XVIII, confeiteiros franceses tiveram a idéia de fazer os ovos com chocolate. A partir dai, o comércio tomou conta da singela comemoração cristã.

Vale ressaltar que a imagem do coelho, vinculada a idéia de coelhinho da páscoa, é graças a sua enorme prole. Ou seja, voltamos com a imagem da deusa Ostera, que segurava um ovo e observava um coelho, que na época já era considerado símbolo da fertilidade.

Então o simples ato de darmos um ovo de páscoa como símbolo de carinho a um amigo, parente e, principalmente, satisfazer ao desejos consumistas( criados pela cultura ocidental) dos nossos filhos e demais amantes dessa iguaria, historicamente, estamos desejando a eles que tenham uma grande prole!

Então, grande prole para todos, sem ovo tá bom?

Vale a pena conferir o resultado da pesquisa que deixo para meus leitores:

A PÁSCOA

A Páscoa é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido na altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach (passagem), data em que os judeus comemoram a a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “seder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.

O QUE FOI A HECATOMBE DOS CORDEIROS DO PESACH

Segundo a Bíblia, Deus lançou pragas contra o Egito. Na última delas, disse que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, os de Israel deveriam imolar um cordeiro, e passar o sangue nas portas das casas e Deus passaria por elas.

O rei do Egito perdeu seu filho (primogênito) e deixou que os Israeis fossem livres e poderiam ir embora. A partir de quando eles saíram do Egito ficou essa marca registrada como a 1ª Páscoa. Outra vez foi quando Jesus se sacrificou na cruz e ressussitou. Os cristãos comemoram o dia comendo pão sem fermento e tomando vinho, pois foi isso que Jesus comeu na ``Última Ceia´´.

OVO DE PÁSCOA

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã! Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje ser feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.
Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa.

Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maias e Astecas. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.

*Fonte de pesquisa: Wikipédia, a enciclopédia livre.